DOIS CAPITULOS GRÁTIS UMA LUZ DA FÉ


Dois Capítulos Grátis Do Livro Uma Luz Da Fé

Que tal isso: Aprender a ter um encontro pessoal com Jesus, entendendo os sacramentos da igreja e o verdadeiro amor para com o próximo, você sentirá amado (a).
Pois eu quero fazer de você a pessoa mais amada de todos os tempos. (Amar como Jesus amou!)


RESUMO UMA LUZ DA FÉ

Nasceu José em berço católico, nutrindo-se dos valores humanos e da fé em Deus desde a infância. A felicidade parecia ser sua eterna companheira ao lado do verdadeiro amor e dos dois filhos que alegravam seus dias. No entanto, o destino reserva-lhe um giro inesperado quando, abruptamente, sua vida é transformada ao ser sequestrado e encarcerado em um cativeiro mergulhado em sombras.

Na clausura angustiante, José cruza caminhos com uma pequena garota de oito anos, vítima dos tormentos que assolam a morada do sequestrador. Uma amizade floresce entre eles, reacendendo em José os ensinamentos profundos sobre fé, religião e amor que marcaram sua jornada.

Num gesto de compaixão, José compartilha com a garotinha e o sequestrador os princípios do perdão e do amor divino. Contudo, quando tudo parece convergir para um desfecho transcendental, um mistério se desenha, alterando irrevogavelmente o destino desses três protagonistas.

Uma narrativa envolvente emerge, entrelaçando o propósito religioso de um homem em missão, a busca pela fé de uma inocente garotinha e a necessidade de amor e perdão de um cativo em desespero. "Uma Luz Da Fé" conduzirá o leitor por uma jornada de emoções intensas, explorando os intricados laços entre amor, família, religião e perdão. Prepare-se para ser surpreendido por uma verdadeira epopeia espiritual, onde a luz da fé guia cada passo, tocando profundamente seus sentimentos. Uma experiência literária que transcende, cativa e revela a genuína batalha na caminhada da fé.


 

 

 Capítulo 1 O Chamado das Águas







Às vezes, Deus não fala do alto das nuvens,
mas do vapor do café que sobe da chaleira,
no olhar de quem desperta ao nosso lado,
ou no convite silencioso de um domingo comum.
Ele chama — e a vida nunca mais é a mesma.”





Caminhando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André lançando as redes, pois eram pescadores.
Então lhes disse: ‘Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens’.”

(Marcos 1,16-17)









O sol ainda se escondia atrás dos telhados quando acordei naquela manhã de domingo.
O verão parecia mais quente a cada ano, e o ar já trazia o cheiro do calor antes mesmo do dia nascer.
Levantei-me devagar, tentando não acordar Bianca nem as crianças. A casa dormia, e eu gostava desse silêncio — parecia um convite de Deus para conversar a sós.

Fiz minhas orações.
Agradeci o dom de mais um dia, as pequenas coisas: o teto, o pão, a família, o respiro.
Enquanto a água esquentava na chaleira, senti o vapor tocar meu rosto e pensei em quantas vezes o amor de Deus também me envolvia assim — sem barulho, sem pressa, apenas presença.

Preparei o café.
O coador de pano — velho companheiro — pendia sobre o bule como se esperasse um novo milagre.
O cheiro se espalhou pela casa, atravessando o corredor, e logo ouvi passos leves.
Era Bianca, sonolenta, linda, com aquele olhar verde que sempre me lembrava que o amor também é uma forma de oração.

— Bom dia, José.
— Bom dia, meu amor.

Ela me abraçou por trás e pousou a cabeça no meu ombro.
Pegou a xícara que eu já havia deixado pronta e, depois de um gole, sorriu:

— Está delicioso. Como é bom acordar com esse aroma! — e saiu rindo, prometendo acordar as crianças.

Bianca sempre teve esse dom: transformar a rotina em um gesto de ternura.
Há mais de dez anos caminhamos juntos — entre promessas, filhos e domingos. Às vezes penso que o matrimônio é a mais silenciosa das vocações: é Deus falando através de alguém que acorda ao seu lado todos os dias.

Francisco, nosso primogênito de sete anos, é calmo e observador.
Tem os olhos cor de mel e um senso de responsabilidade que me surpreende.
É o primeiro a reclamar do despertar, mas o primeiro também a ajudar, desde que a mãe peça com aquele olhar que todos nós respeitamos.

Clara, a caçula de cinco, é o oposto.
Levanta-se antes do sol, despenteada, risonha, com o coração em festa.
Tem o brilho da mãe e a inquietude do pai.
Quando corre até mim e me beija, desajeitada, sinto que Deus ainda brinca de ser criança dentro de casa.

Tomamos café rapidamente.
Domingos são dias de missão: ir à missa, encontrar os amigos, servir na Igreja.
Meus pais moram na casa ao lado — e, como sempre, nos esperavam no portão, prontos para seguirem conosco.

Cinco minutos de carro nos levavam até a Igreja Bom Jesus.
Em frente, uma praça florida, o som dos passarinhos e uma fonte de águas redondas, brancas, que parecia respirar junto com a cidade.
Às vezes eu sentava ali depois da missa para meditar.
A água que caía sem cessar me lembrava do batismo — do chamado que um dia mergulhou minha alma em algo muito maior que eu.


Padre Carlos estava à porta, como sempre, sorridente.
Acolhia cada fiel como se abraçasse o próprio Cristo.

— Que calor fez essa noite, não é, padre? — provoquei.
— Muito, meu irmão. Mas não reclamemos do calor quando temos o sol da graça para agradecer — respondeu ele, com aquele olhar que sempre parecia enxergar mais fundo do que os olhos alcançam.
— Depois da missa quero falar com vocês dois — completou, apontando para Bianca e para mim.

Dentro da igreja, o som do coral começou.
As vozes ecoavam como um vento manso pelas paredes brancas.
Senti um arrepio. Havia algo no ar — uma leveza que não sei explicar.

A celebração começou com pontualidade.
O padre Carlos nunca atrasava.
E sua homilia, como sempre, foi uma flecha precisa:

“O Evangelho de hoje”, disse ele, “fala de chamado e conversão.
Jesus convida os primeiros discípulos — pescadores comuns — a deixarem suas redes e o seguirem.
Meus irmãos, ainda hoje Ele chama. E talvez o mar em que lançamos nossas redes seja o nosso próprio coração.”

As palavras tocaram fundo.
Enquanto o padre falava sobre Jonas fugindo de sua missão, senti uma pontada no peito.
Não sabia explicar, mas parecia que aquelas palavras não eram para os outros — eram para mim.
Algo em mim se movia.
Como se o Cristo, de algum modo, me olhasse também à beira de meu pequeno mar.

“Quando Deus chama, não há esconderijo”, continuou o padre.
“Mais cedo ou mais tarde, Ele encontra o nosso barco.
E o amor d’Ele não nos deixa ficar à margem.”

Depois da consagração, enquanto distribuía a Eucaristia, percebi rostos emocionados — cada um, uma história.
A presença de Cristo ali era tão real que parecia quase visível.
Aquele pão que eu segurava não era só alimento: era promessa.
E, de repente, entendi que talvez o verdadeiro milagre não estivesse no altar, mas dentro de cada pessoa que acreditava.


Após a bênção final, o padre nos chamou novamente.

— José, Bianca... venham comigo um instante.

Entramos na pequena sala ao lado da sacristia, onde o aroma do café se misturava com o incenso.
Ele se sentou, olhou para nós e foi direto:

— Tenho uma missão para vocês. E não aceito um não como resposta.

Bianca me olhou, surpresa.
Eu apenas levantei as sobrancelhas, esperando o resto.

— Daqui a pouco teremos a Crisma dos jovens e a Primeira Eucaristia das crianças — começou o padre. — E antes disso, haverá uma palestra sobre o amor de Deus, o chamado à fé, as escolhas que definem uma vida.
— Sim, padre. Já ouvimos os comentários. Os pais estão curiosos pra saber quem vai falar — respondeu Bianca.
— Pois bem — disse ele, com um leve sorriso — serão vocês.

O tempo parou.

Senti o mesmo frio na barriga que imaginei em Pedro, quando Jesus o chamou.
As palavras ecoaram dentro de mim como um trovão: “Serão vocês.”

— Padre, o senhor está brincando... não temos preparo, nem material — argumentei, tentando ganhar tempo.
— Murmúrios — respondeu ele, entre risos. — “Não tenho tempo, não sei falar, não sou digno...” — José, Deus nunca escolhe os prontos. Ele escolhe os dispostos.

Ele se levantou e colocou as mãos sobre nossos ombros.
Seu olhar era firme, mas cheio de ternura.

— Vocês já pregam o Evangelho sem perceber.
No modo como se tratam, na paciência com os filhos, no testemunho que dão aqui na paróquia.
Vocês são pescadores de homens, mesmo sem rede, mesmo sem barco.
Agora é hora de perceber isso.

Ficamos em silêncio.
Aquela pequena sala parecia ter se transformado em um lugar sagrado.

— Padre... e quando será a palestra? — perguntou Bianca, com a voz trêmula.
— Daqui a sete dias — respondeu ele, com simplicidade.

Sete dias.
Uma semana para aprender a pescar corações.

Saímos dali atordoados.
A luz do sol atravessava o vitral e coloria nossas mãos.
Bianca apertou a minha.
Eu respirei fundo e olhei para o céu azul sobre a torre da igreja.

Talvez o chamado de Deus nunca venha com um trovão.
Talvez Ele apenas sussurre:
“Segui-me.”
E, naquele instante, percebi — o mar já estava dentro de mim.



Capítulo 2 Fonte de Amor







Há um Amor que permanece quando todas as vozes passam.
Ele respira por dentro, como uma nascente escondida.
Se O amamos, aprendemos Seu ritmo;
e Seus mandamentos deixam de ser peso — viram caminho.”






Se me amais, observareis os meus mandamentos.
Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Defensor…
Não vos deixarei órfãos.”

(João 14,15–18)









A terça-feira de Carnaval amanheceu pesada e quente, como se o verão tivesse perdido a timidez. Pela janela, a rua parecia um rio desordenado de sons: risos exagerados, latas amassadas, passos incertos.
Pensei — não em juízo — mas em sede. Tanta gente procurando alegria na superfície, enquanto o coração pede água de fonte.

Antes da missa, Bianca e eu abrimos o caderno novo da palestra. Sentamos à mesa, lado a lado, como quem aprende a remar no mesmo barco.

— O que precisamos dizer aos jovens? — perguntei.
— Que o amor de Deus não é um conceito — é um encontro — respondeu Bianca, desenhando um coração e um caminho que saía dele.

Escrevemos um esboço simples:

  1. Quem é Jesus para mim (testemunho breve do casal).

  2. Liberdade e escolhas (o amor que pede respostas).

  3. Feridas e cura (misericórdia, confissão, Eucaristia).

  4. Propósito (vocação como serviço).

  5. Prática (uma oração final e um gesto concreto).

Fizemos uma oração curta, segurando nossas mãos sobre o caderno.

— Espírito da Verdade, fica conosco — sussurrou Bianca.
— Amém — respondi, sentindo uma calma que não era minha.

Saímos. Meus pais nos esperavam, como todo domingo que decide ser terça. Clara dormia no colo da avó; Francisco andava sério, como se guardasse a casa dentro do peito.

Na igreja, o ar estava morno, mas a assembleia trazia um frescor invisível. Padre Carlos acolhia como quem abre janelas. O Evangelho de João foi proclamado como se cada frase encontrasse uma cadeira vazia no meu coração e se sentasse ali para sempre: “Não vos deixarei órfãos.”

A homilia peregrinou pelas imagens da Sagrada Face: o rosto ferido e o rosto glorioso do mesmo Cristo. O padre falou do beijo no altar, não como gesto cego, mas como aliança — a esposa que saúda o Esposo. Vi muitos abanando folhetos por causa do calor; ainda assim, os olhos brilhavam.
Pensei nos foliões lá fora. Não vi inimigos, vi filhos cansados. A palavra “órfãos” ganhou peso e misericórdia.

Depois da bênção, combinamos: Bianca levaria as crianças com meus pais; eu passaria rapidamente na loja, que Bianca e eu montamos de artigos religiosos católicos assim que noivamos, era um local que estava abandonado há algum tempo e conseguimos comprar este espaço com nossas economias. Montamos um ambiente aconchegante para receber as pessoas, para se sentirem em paz ao entrar na loja, há um espaço para leitura, para tomar um café, para encontrar com os amigos e claro há também os produtos religiosos católicos para melhor realizar as orações e espiritualidades.

Fui então para pegar minha Bíblia que havia deixado lá com as anotações da Quaresma e, em seguida, conversaria com o padre sobre os preparativos: via-sacra, horários da confissão comunitária, ambientação da palestra.
A loja estava fechada (feriado), mas as chaves ainda sabiam o caminho. A Bíblia me esperava sobre o balcão como quem guarda promessas. Peguei também o caderno da palestra; não queria ficar longe dele.

— Amor, deixei o celular com o Francisco — avisei do telefone fixo.
— Eu imaginei — riu Bianca. — “Não vos deixarei órfãos”, mas o José às vezes nos deixa sem celular. Vai com Deus. Te espero.

Mas antes de dizer tchau pelo telefone uma voz alta de uma reporte local apareceu sem avisar: “A criança que estava na casa quando tudo começou, foi transferida ontem para o hospital local, o acidente que aconteceu há 2 dias, em que uma casa pegou fogo…”

Francisco!!! Diminui o volume desta tv —falou Bianca

Sorri. Rezei uma Ave-Maria curta e saí.

A praça em frente à igreja parecia outra, iluminada de dentro. A fonte lançava água num ritmo antigo, e um brilho discreto filtrava-se por entre as folhas de uma quaresmeira. Segui a luz sem pressa — desses convites que a alma reconhece antes dos pés.

Foi então que a vi: uma mulher sentada no banco, uns cinquenta anos, simples e serena. Havia paz em seus olhos, um perfume invadiu o ambiente, primavera no seu sorriso. Um terço prateado descansava entre seus dedos.

— Bom dia, José — disse, como quem saúda um filho que chega.
— Bom dia… nós nos conhecemos? — perguntei, surpreso pelo nome.

— Há tempos observo você e sua família. O amor que vocês dão à paróquia fala mais alto que qualquer microfone.

Sentamos. Coloquei a Bíblia e o caderno sobre o banco, como quem depõe armas.

— Me diga, José: o que esse Deus-Amor significa pra você? — perguntou, os olhos cor de mel brilhando.

As palavras vieram como quem volta para casa: a fé herdada dos meus pais e avós, a simplicidade da adoração diária, a alegria da Eucaristia, a certeza de que somos sacrários vivos. Falei da dor do mundo, das crianças feridas, dos pais perdidos, do livre-arbítrio que às vezes vira labirinto. Falei demais — como Bianca costuma dizer quando a graça me atravessa.

— E se um dia te oferecessem riqueza em troca de abandonar tua família? — ela perguntou, a voz mansa com a gravidade dos profetas.
— Impossível — respondi sem pensar. — Eles são meu tesouro. Nada compra o que Deus me deu.

Ela sorriu como quem confirma um segredo já sabido.

— Obrigada — disse baixo. — Você é a pessoa certa.

Um batuque distante de Carnaval rasgou o ar, aproximando-se pela rua lateral. Por um instante, a praça pareceu flutuar entre dois mundos. Olhei para a igreja e uma luz saiu do sacrário como se o próprio silêncio tivesse acendido uma lâmpada.

Tudo ficou lento. Não havia som, só presença. O coração batia no compasso da fonte. Senti-me visto — profundamente visto. E amado.
A mulher tomou minhas mãos: eram quentes, firmes, maternas.

— Talvez você não entenda agora — sussurrou —, mas confie. O Amor que te chama também te prepara. O que vier será necessário. Não tenhas medo. Eu estarei ao teu lado.

Passei o dorso da mão nos olhos; percebi que chorava.
Ela enxugou minhas lágrimas, como quem recolhe água para semear.

O som do bloco se aproximou num estalo. No mesmo instante, uma sombra se desprendeu atrás de mim.
Ouvi o madeiro estalar antes da dor. A pancada veio seca, violentamente. O corpo perdeu o chão; as mãos soltaram o terço dela.
Tentei segurar a luz, mas ela se afastou como um barco que parte.

Pensei em Bianca, nas crianças, nos meus pais. Pensei na palestra que mal começara a nascer. Sete dias.
Quis dizer “eu volto”, mas só o silêncio me respondeu.

A escuridão me recebeu com um zumbido profundo.
E, no último sopro de consciência, uma frase antiga atravessou a noite como uma ponte:
“Não vos deixarei órfãos.”



  

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